Renascimento na Cidade

Você já observou que quando há um forte sentimento de medo ou dor, inconscientemente você prende a respiração? Por outro lado, quando há um forte sentimento de prazer ou alegria, a respiração se torna naturalmente grande, relaxada, e profunda.

Wilhelm Reich, o pai da psicoterapia corporal, relacionava estreitamente a amplitude da respiração com a amplitude da experienciação dos sentimentos e das emoções.

Ele percebeu que contrair a musculatura e diminuir a respiração são dois dispositivos do complexo corpo/mente que são acionados para evitar-se sentir e entrar em contato com questões dolorosas e traumáticas.

E nestas situações, a energia – que Reich chamou de orgon, os hindus de prana, os chineses de chi e os japoneses de ki – tem sua circulação bloqueada, ocasionando desequilíbrios e doenças de toda a espécie.

Levando-se em conta o fato de que tudo na criação universal é de natureza intrinsecamente dual, com a respiração ocorre o mesmo, e os atos de inspirar e de expirar expressam no nosso corpo e na nossa energia, esta dualidade sistêmica – inspirar é yang, ativo, masculino, simpático, adrenalina, desejo; e expirar é yin, passivo, feminino, parassimpático, endorfina, relaxamento, entrega, desapego.

Um Mestre hindu falou que “respirar é deixar a vida entrar”. Então podemos dizer, simbólica e energeticamente, que quando eu inspiro digo para o Universo: “Eu mereço, quero e posso tudo a que eu tenho direito na qualidade de co-participante da Criação”. E quando eu expiro digo: “Eu me liberto e me desapego de tudo o que me limita na percepção e na experienciação de quem eu realmente sou – a Unidade”.
Com Prem Shantô
Contato e informações: Shantô
E-mail: prem.shanto.tantra@gmail.com

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